Publicador de Conteúdos e Mídias

Moedas Brasileiras

By Brink's

Quantas moedas diferentes o Brasil já teve e quais a Brink's já transportou?

País já teve nove moedas diferentes ao longo de sua história; Real é a segunda com mais tempo em circulação

Em circulação desde 1º de julho de 1994, o Real é nona moeda brasileira utilizada no país desde a colonização portuguesa. Prestes a completar 30 anos de existência, o Real também é a segunda moeda mais longeva da história do Brasil, atrás apenas do Réis, a primeira moeda do país e que vigorou do período colonial até 1942.

A primeira moeda brasileira foi a única a não ser transportada pela Brink’s no Brasil. Pioneira no transporte de valores no país, a Brink’s carregou em seus carros-fortes todas as outras oito moedas nacionais desde sua chegada ao Brasil em 1966. Nessa época, circulava no Brasil a primeira versão do Cruzeiro.

Curiosamente, a moeda antecessora do atual Real também foi a que ficou menos tempo em circulação no país. O Cruzeiro Real vigorou por apenas 11 meses em um período de transição para a implementação da atual moeda.

Com a hiperinflação, os anos de 1980 e 1990 foram os que tiveram a maior quantidade de trocas de moedas no Brasil. Em duas décadas, seis moedas diferentes circularam no país.

Confira quais moedas o Brasil já teve:

Réis

Caixa de papelão com desenho de personagem de desenho animado

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

As primeiras negociações comerciais brasileiras foram baseadas no escambo, a troca de mercadorias. Com o desenvolvimento da colonização, foi instituída no Brasil a mesma moeda utilizada pelos colonizadores. Assim, o país passou a adotar o Real português. Por aqui, a moeda ficou conhecida pelo seu plural, o Réis.

O Réis vigorou no Brasil por todo o período colonial, sendo mantido com o mesmo nome por mais de um século após a independência. O Réis chegou a ter 56 cédulas diferentes em circulação.

Cruzeiro

Texto

Descrição gerada automaticamente

Em 1 de novembro de 1942, o Réis deixava de existir. Surgia, então, a primeira versão do Cruzeiro. A nova moeda surgiu para unificar a moeda brasileira, reduzindo a quantidade de cédulas diferentes em circulação. Mil Réis passaram a valer um Cruzeiro (Cr$ 1).

As cédulas do Cruzeiro foram as primeiras a serem produzidas no Brasil. Até então, as notas eram importadas da Europa e dos Estados Unidos. Em dezembro de 1964, por conta da inflação, os centavos foram eliminados. O Cruzeiro era a moeda em circulação no país quando a Brink’s chegou ao Brasil em 1966.   

Cruzeiro Novo

Texto

Descrição gerada automaticamente

A partir de 13 de fevereiro de 1967, a moeda brasileira passou a se chamar Cruzeiro Novo. No entanto, o novo padrão monetário foi criado em caráter temporário. Com a alta da inflação, o governo decidiu pelo corte de três zeros no valor da moeda. Dessa forma, Cr$ 1.000 passaram a valer NCr$ 1.

O Cruzeiro Novo surgiu para vigorar no período de produção das novas cédulas. Assim, as notas utilizadas eram as mesmas da época do Cruzeiro, mas carimbadas com o novo nome e valor. Os centavos foram representados em moedas metálicas, criadas especialmente para o padrão.

Cruzeiro

Desenho de uma pessoa

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

Após o fim do período de transição, em 15 de maio de 1970, a moeda brasileira voltou a ser chamada apenas de Cruzeiro, com a equivalência de NCr$ 1 para Cr$ 1. No início, foram produzidas cédulas a partir de Cr$ 1. Ao longo de seus 16 anos existência, a segunda versão do Cruzeiro sofreu novamente com a inflação e, em 1985, entrou em circulação a cédula de Cr$ 100.000.

Cruzado

Texto

Descrição gerada automaticamente

Nos anos 1980, a hiperinflação tomava conta da vida dos brasileiros. Com o Plano Cruzado, a moeda brasileira perderia novamente três zeros no seu valor em 28 de fevereiro de 1986. Assim, Cr$ 1.000 passaram a valer Cz$ 1. No início, as cédulas foram apenas carimbadas com o novo nome e valor, mas ainda em 1986 começaram a circular notas já com o novo padrão. A cédula de Cz$ 100 era idêntica à antiga de Cr$ 100.000. No entanto, a inflação continuava em alta e, em 1988, foi lançada a cédula de Cz$ 10.000.

Cruzado Novo

Uma imagem contendo Texto

Descrição gerada automaticamente

A inflação não dava trégua e, em 16 de janeiro de 1989, menos de três anos após o lançamento do Cruzado, um novo corte de três zeros no valor da moeda. Surgia, então, o Cruzado Novo. Mais uma vez, o início foi marcado pelo carimbo das cédulas antigas. A nota de NCz$ 50 foi lançada em março de 1989, enquanto a de NCz$ 500 entrou em circulação em novembro do mesmo ano.

Cruzeiro

Texto

Descrição gerada automaticamente

Com a posse do presidente Fernando Collor de Melo, veio mais uma mudança e o Cruzeiro se tornaria a moeda oficial brasileira pela terceira vez em 16 de março de 1990. O Plano Collor não alterou o valor da moeda e previa a equivalência de Cr$ 1 para NCz$ 1. As medidas econômicas mais uma vez não surtiram efeito para conter a inflação e, em janeiro de 1993, entrava em circulação a cédula de Cr$ 500.000.

Cruzeiro Real

Texto

Descrição gerada automaticamente

Em 1 de agosto de 1993, um novo plano econômico instituía o Cruzeiro Real. Novamente, foram cortados três zeros no valor da moeda e Cr$ 1.000 passaram a valer CR$ 1. Novamente, as cédulas foram carimbadas em um primeiro momento. Em outubro de 1993, surgia a primeira nota de CR$ 1.000. Em março de 1994, entrava em circulação a cédula de CR$ 50.000. O Cruzeiro Real foi uma fase de transição para a implementação do Real.

Real

Texto

Descrição gerada automaticamente com confiança média

O Plano Real, criado no governo do presidente Itamar Franco, finalmente conseguiu conter a hiperinflação vivida no Brasil nos últimos anos. Na transição do Cruzeiro Real para o Real foi utilizada a URV (Unidade Real de Valor). O valor da URV, em Cruzeiros Reais, variava diariamente.

Em 1º de julho de 1994, o Real entrou oficialmente em vigor e uma URV passou a ser igual a R$ 1. Para essa equivalência, utilizou-se a URV do dia anterior, fixada em CR$ 2.750. Dessa forma, CR$ 2.750 passaram a valer R$ 1.

No próprio dia 1º de julho de 1994, entraram em circulação as cédulas de R$ 1, R$ 5, R$ 10, R$ 50 e R$ 100. A cédula de R$ 2 foi lançada em dezembro de 2001 e a de R$ 20 surgiu em junho de 2002.

Em julho de 2010, foi lançada a segunda família de cédulas do Real, com as notas de R$ 50 e R$ 100. Em 2012, entraram em circulação as novas notas de R$ 10 e R$ 20. No ano seguinte, surgiram as novas versões de R$ 2 e R$ 5. A cédula de R$ 200 foi lançada em 2020. Todas seguem em circulação nas carteiras dos brasileiros, no comércio, nos bancos e nos carros-fortes da Brink’s.

Atualmente, há 7,5 bilhões de cédulas em circulação no Brasil, que totalizam R$ 326,4 bilhões. Já as 30,1 bilhões de moedas somam pouco mais de R$ 8 bilhões. Além disso, há 83 modelos de moedas comemorativas, com cerca de um milhão de unidades e valor somado de R$ 3,6 milhões. No total, todas as cédulas e moedas em circulação no Brasil no dia 8 de setembro de 2023 somavam o valor exato de R$ 334.470.696.055,44.

More from our insights library:

A importância do capital de giro para seu negócio

Acesse aqui para saber mais

Ler Mais

Brinks apresenta soluções completas para Instituições Financeiras e Varejo no Febraban Tech 2024

Acesse aqui para saber mais

Ler Mais

A importância dos cofres inteligentes da Brink's para o mercado varejista

Acesse aqui para saber mais

Ler Mais