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Tecnologia transforma mercado de luxo mundial

Gabriela Dobner

Três fatores norteiam a mudança: desempenho operacional e logístico, fluidez da relação entre as marcas e os consumidores e agenda ESG

 

Até pouco tempo atrás, a indústria do luxo demonstrava resistência em aderir a canais digitais por acreditar que as compras estavam relacionadas à experiência do cliente com atendimento diferenciado e ambiente sofisticado nas lojas físicas. Um estudo realizado pela consultoria americana Bain & Co, a pedido do Comitê Colbert, associação de grifes francesas, mostra que a indústria global de artigos de luxo está acelerando a adoção de tecnologias emergentes que vão do metaverso ao NFT.

 

Em recente entrevista ao portal NeoFeed, Gabriele Zuccarelli, sócio da Bain & Co na América Latina, afirmou que as marcas de luxo estão aprendendo a usar dados e novas tecnologias para elevar a experiência dos clientes. “Estamos vivendo uma transformação muito grande. A pandemia ajudou a acelerar as experiências no online.”

 

Inovação também faz parte do DNA do grupo LVMH. Em sua palestra na NRF 2023, a maior feira de varejo do mundo, em janeiro, nos Estados Unidos, o presidente e CEO Anish Melwani disse que a companhia tem investido recursos em blockchain para autenticação e rastreabilidade, pois acredita que os consumidores mais jovens se preocuparão “cada vez mais” com a fonte de matérias-primas. Maior grupo de luxo do mundo, o LVMH tem em portfólio marcas como Louis Vuitton, Tiffany & Co, Sephora e Hennessy. Nos últimos 12 meses, o grupo viu suas ações crescerem 16%.

 

Com toda essa transformação e, mesmo com a alta da inflação em níveis globais, o setor de luxo registrou faturamento de mais de €1,4 trilhão em 2022, sendo que 95% das marcas tiveram um crescimento positivo ao longo do ano, segundo Bain & Co.

 

Assim como no panorama global, o mercado de luxo brasileiro tem se mantido forte mesmo frente à crise econômica do país. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Luxo (Abrael), em 2022, as vendas do segmento cresceram 50% em relação ao ano anterior. Em 2021, o comércio eletrônico foi o principal canal de vendas desse mercado, representando cerca de 694% do crescimento do setor.

Tendências

Transformação do mercado de luxo passa por tecnologia. O estudo da Bain & Co, aponta três fatores que norteiam essa transformação: fluidez da relação entre as marcas e os consumidores, desempenho operacional e logístico e agenda ESG. E é justamente no desempenho operacional e logístico que a Pignus tem contribuído para o crescimento do mercado.

 

Pignus, por meio do gerenciamento de risco dimensionado, garante o transporte discreto de cargas com altos valores concentrados, como eletrônicos, roupas, bolsas, joias, obras de arte, garantindo o nível necessário para que os produtos cheguem às bases de cross-docking de parceiros logísticos e colaborando para o sucesso das vendas online, que dispararam com a digitalização acelerada pela pandemia.

 

De acordo com Linda Brenda Fidelix da Silva, gerente de produto BGS, essa solução logística atua nas localidades onde se encontram os clientes de luxo. “É um dos ramos mais digitalizados da Brink’s, com sistemas para gerenciamento de transporte e de risco, além de diversos itens de segurança. Um cliente de joia, por exemplo, consegue acompanhar sua carga desde o embarque internacional até a distribuição na joalheria em um shopping”, explica.

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