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Intermodal

Brink’s destaca novas soluções na Intermodal 2023

Gabriela Dobner

Mais de 40 mil visitantes acompanharam novidades e tendências de mercado da cadeia logística, de suprimentos e de cargas

 

A Brink’s esteve presente na 27ª edição da Intermodal South America, realizada no início de março, em São Paulo. O evento promoveu debates sobre o avanço da intermodalidade entre o setor ferroviário, rodoviário, aquaviário, aéreo e portuário. Entre os temas abordados, foram destaques a importância de investimento privado na infraestrutura e da sustentabilidade no desenvolvimento da logística.

 

O ministro dos Transportes, Renan Filho, esteve presente na cerimônia de abertura. Prometeu apoiar investimentos privados e afirmou que novos projetos de concessão de rodovias e ferrovias federais estão em gestação no governo. “O Brasil tem pressa para modernizar sua logística. Temos demandas por investimentos em rodovias, com mais tecnologia, sustentabilidade e segurança aos usuários. Estamos trabalhando, com critérios técnicos e com planejamento, em projetos de novas concessões de rodovias e ferrovias à iniciativa privada”. Ele assegurou que a iniciativa privada, de capital tanto doméstico quanto internacional, poderá contar com o governo como um parceiro para destravar investimentos e superar gargalos de infraestrutura históricos que comprometem a competitividade nacional.

 

O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmou que o governo vai incentivar a aviação regional, com a inauguração de pelo menos 100 novos aeroportos e criação de novas linhas de voos regulares para ligar ao sistema aéreo as regiões desconectadas dos grandes centros do País. "Temos hoje 2,5 mil aeroportos e aeródromos em todo o País. Parece muito, mas é pouco diante das imensas necessidades dos brasileiros por transporte de qualidade.” França destacou ainda que o governo não vê “preconceito em relação ao público e privado”. “Não temos nenhum receio em fazer concessões e trabalhar com o setor privado”, comentou.

 

Durante os três dias de evento, os mais de 40 mil visitantes puderam conhecer três soluções que a Brink’s oferece ao mercado: Pignus, Safe Container e Logística porta a porta para cargas de alto valor. “A Brink’s tem passado por uma importante transformação digital de seus produtos, sempre trabalhando em soluções inovadoras integradas que possam atender à demanda de nossos clientes. E são algumas dessas soluções que mostramos na Intermodal, evento que apresenta as tendências e os desafios do mercado logístico”, afirma o CEO do Grupo Brink´s Brasil, Marcelo Caio Bartolini D’Arco.

 

Em um espaço de 64 m2, o estande priorizou ações de ESG. Alinhada ao seu objetivo de avançar na agenda de governança ambiental, social e corporativa, a Brink’s optou por utilizar material reciclável e madeira sustentável em sua construção. Os folhetos institucionais e de divulgação de produtos para os clientes também foram produzidos somente em formato digital. As ações complementam o seu programa de gestão de resíduos e reciclagem, com a redução do uso de plástico e descarte adequado, além de utilização de malotes reutilizáveis.

 

Para entender melhor como as soluções funcionam, foi possível entrar em uma “Central de Controle Operacional” e passar por uma experiência com realidade virtual por meio de duas missões logísticas para carga segura.

Infraestrutura

Em debate sobre a infraestrutura e logística do transporte nacional, Vander Francisco Costa, presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), destacou a necessidade de se construir uma base modal equilibrada com o olhar para as demandas mundiais, como a da sustentabilidade. Defendeu também taxa de juros mais baixa para que o País tenha garantia de investimentos em infraestrutura.

 

O senador Wellington Fagundes, presidente da Frenlogi, falou sobre os desafios da modernização da malha, além da necessidade de revisão e renovação dos contratos de concessão para garantir a segurança e continuidade dos processos. “É importante ampliar investimentos públicos e privados embasados em segurança jurídica para que perpetuem por vários governos. É preciso ter novos leilões, concessões e parcerias público-privadas (PPP) para atrair investimento do setor privado.”

Dados, transformação digital e ESG

O avanço da tecnologia e o enorme número de informações que ela traz está causando um grande impacto na logística, fazendo com que os agentes da área busquem se atualizar para otimizar cada vez mais suas operações. O peso dessas mudanças na tomada de decisões do setor foi o tema de palestra ministrada por Bart De Muynck, CIO da project44.

 

Muynck explica que aspectos como automação auxiliarão nas atividades cotidianas e na coleta de dados, que, segundo ele, podem ser a chave das mudanças no futuro próximo. “Quando comecei na área de logística nós não tínhamos dado nenhum. Tínhamos os caminhões, ligávamos para os motoristas, e multiplicamos a quantidade de dados que temos em 120% com sensores, dispositivos IoT. Então é uma grande mudança, e isso só vai aumentar.”

 

Inovações como machine learning e IA são formas de lidar com esses dados e não devem apenas dar insights, mas sim ajudar na tomada de ações e gerar impacto nas perdas e ganhos e custos de operação. “É importante utilizar dados para criar fluxos de trabalho e fazer um melhor planejamento do transporte. Você precisa olhar em qualquer ponto aonde você vá e que tenha informações distribuídas para criar valor. Isso pode envolver reduzir os produtos, criar fusões, ter velocidade etc.”

 

Comentando sobre a sustentabilidade e programas de ESG na logística, Muynck observou que já há países que têm tomado ações que estão estimulando as empresas a pensarem fora da caixa neste aspecto. “O que vemos em países como Finlândia, Noruega e Dinamarca são mais ações de sustentabilidade por causa do imposto sobre carbono emitido, e mais incentivos para as empresas investirem em novos meios de transporte.”

 

Para Muynck, os dados auxiliam também na sustentabilidade e ajudam embarcadores e clientes a escolherem a transportadora a ser utilizada como critério de seleção, o que gera um impacto imediato nas emissões de carbono.

Portos

A infraestrutura portuária também foi um dos temas debatidos em um painel com as presenças de Cleantho de Paiva Leite Filho, CEO de Terminal Química Puerto México do Grupo Braskem; Ilson Hulle, presidente do Porto de Vitória; Jesualdo Conceição da Silva, diretor-presidente da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários); e Angelino Caputo, diretor executivo da ABTRA. A mediação ficou por conta de José Vitor Mamede, diretor executivo da JVM Consultoria Empresarial.

 

A nova gestão do Porto de Vitória (Espírito Santo), assumida pela iniciativa privada em setembro de 2022, foi um dos temas. Ilson Hulle, presidente do porto, explicou que o novo modelo de administração favoreceu novos contratos e atendeu a uma demanda represada de investidores com interesse na região. “Havia muitos investidores com intenção de atuar no Porto de Vitória, mas a burocracia da gestão pública impedia os avanços. Agora estamos atendendo a esse público”, explica.

 

O painel debateu também os desafios e os avanços dos portos públicos, a implantação e interligação da malha ferroviária aos outros modais, tecnologias para aumento de capacidade e projetos sustentáveis que considerem as eventuais alterações causadas por mudanças climáticas.

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